Estou a trabalhar, mas já estou quase a terminar por hoje.
Olho pela janela e reparo que para além de ser noite cerrada chove torrencialmente.
As pessoas correm de um lado para outro. Tentam não se molhar muito, o que é quase impossível debaixo de chuva como esta.
Ainda não lanchei e tenho fome!
De repente lembro-me das férias que vou tirar para a semana.
A semana do Natal.
A semana em que volto sempre para casa dos meus pais.
Recordo os preparativos característicos da época. As compras, os enfeites de Natal, os cozinhados, o frio, a amizade, as prendas e o aconchego de voltar ao Ninho. Encher a lareira de lenha e saborear aquele calor natural, afundado no sofa, petiscando aqui e ali doces e salgados.
A lareira é para mim um ponto mágico da casa. Um ponto de referência da família e de cada um como um só, que ao entrar em casa se despoja de cargas e casacos, aproximando-se e esfregando as mãos de encontro ao calor. Da família que se reune no final do dia, gozando um momento de descanso, de partilha e de preparação do dia seguinte.
Quando for grande quero ter uma casa com lareira. Está dito!
Quero sentar-me depois de jantar e picar as brasas, ver as fagulhas, enroscar-me e ver um filme descarregado há bem pouco tempo da net (pelo meu amigo Castelo), antes ainda de ter estreado.
Quero prolongar a inércia até ao limite do sono (e do recomendável para conseguir acordar no dia seguinte) sem vontade de me afastar da lenha que arde.
Vendo bem as coisas...
Eu - "Pai Natal, para este Natal quero uma Lareira de presente, nem mais, nem menos."
P.N. - "Meu filho vai mas é de férias e não digas asneiras!"
Ããããhhh (suspiro de resignação)
Bom, vou mas é para casa, que, com o que está a chover, ainda tenho um longo trajecto a percorrer!
Publicado por Biqsi em dezembro 17, 2003 07:32 PM