A 5ª feira é um aquele dia que marca o início do fim-de-semana. Bom, quer dizer, do fim-de-semana, propriamente dito, não! Mas sim do espírito de advento que antecede os dias mais esperados da semana.
No entanto, a 5ª feira é aquele dia em que, por muito que se deseje o seu término, por muito rápido que acabe por passar e por muito que pareça que o fim de semana já está à porta, só nos engana, pois só nos oferece nada mais, nada menos do que...
...1 novo dia de trabalho! Que jornada tão infrutífera... tantas esperanças e afinal é igualzinho a todos os outros dias...
Para dias como estes não há nada como um treino de Bate-bola...
5ª feira!
Mas o que tem a 5ª feira de diferente da 2ª, da 3ª, da 4ª ou da 6ª?
Aparentemente muito, principalmente em relação à 6ª - dia mais lindo- , mas, na realidade, nada.
A semana tem 5 dias laborais e 2 de folga. Logo 5 dias em se trabalha e 2 em que se descansa.
Para quem ainda não interiorizou, isto é, 5 dias em que as nossas capacidades, competências e valências são postas ao serviço das nossas funções ou ocupação. 5 dias em que construímos, passo a passo, um nome, uma carreira, uma reputação, uma imagem, uma marca. 5 dias em que nos devemos propor, a auto-satisfação pelos nossos resultados e pelo produto que nasce dos nossos esforços.
Já agora, a grande maioria das pessoas é paga por aquilo que faz. Ao se pensar nisso, não deveriam sobressair dúvidas. Porque nos pagam? Para ocuparmos o espaço físico que nos está reservado numa sala ou secretária? A isto eu respondo NÃO! pois recuso-me a ser mais um dos meros ocupantes de cadeiras ou secretárias. Recuso-me a ser mais um entre tantos, pois custa-me ver como a grande maioria dos portugueses se empanturram de mediocridade, desleixam as deadlines, atafulham as agendas de compromissos e reuniões, com a ilusão de que são pessoas muito ocupadas, deixando a floresta de papéis crescer, sem a mínima vontade de produzir.
Outros há que já não lutam para se enganarem. O local de trabalho converte-se em oficina, atelier, mesa de jogos, banca de permanente discussão jornalística e posto de telecomunicações gratuitas. Pelo menos são sinceros!
É muito fácil exigir, mas não podemos esquecer que tudo tem de ter o respectivo retorno. Não podemos imitar o Governo que decide exigir contenção e rectidão nas deveres cívicos (principalmente no que toca a pagar €) a cada um de nós, mas depois elabora esquemas de mau pagador, desvios dúbios e retenção de receitas e até empréstimos de cicatrização momentânea de dívidas inaceitáveis.
Assim, é com esforço e dedicação que vos digo VAMOS LÁ MAS É TRABALHAR!
O país tem de andar para a frente!
Publicado por Biqsi em fevereiro 5, 2004 12:14 PMPara quem tanto trabalha, ou pelo menos defende que o horário de trabalho é para trabalhar o meu amigo gosta muito do msn, anda sempre a enviar links de sites de cenas divertidas, quando me liga é usufruindo desses tais meios de telecomunicação gratuitos, etc...
Eu partilho da opinião do meu amigo acerca dos prazos para cumprir e da entrega de trabalhos a tempo e horas, mas se puder aproveitar o tempo para outras coisas, então porque não? Lá está, não é a quantidade mas sim a qualidade do trabalho que importa.
E eu aqui na empresa: se puder usar um telemóvel disponível uso; se puder rebentar com a largura de banda rebento, se tenho um telefone na secretária uso (não estamos a falar de linhas eróticas nem de chamadas intercontinetais, nem de 3 horas de conversa...); preciso de imprimir umas folhas para levar para casa imprimo. Não acho nada de escandaloso...
Afixado por: PortisheadKas em fevereiro 17, 2004 02:15 PMAmigo PK, esta conversa será continuada em breve. Vais ver que não me referia a pessoas como tu. (Se bem que com tanta argumentação me parece que querias enfiar o barrete)
Existe outra classe de pessoas, que todos bem conhecemos e que como exemplos mais recentes posso dar o de Secretárias a arranjar os carapaus do almoço à secretária, emprateleirados que por não condizerem com a gestão que os emprateleirou ocupam o seu tempo a preencher as suas agendas com jogos de golf e outros que simplesmente se estão a cagar para terem de trabalhar ou não. Mais perto de ti posso dar exemplos que me foram fornecidos por ti mesmo: Pessoal a chegar às 11h30m ao trbalho, que leva até às 12h30m para abrir as pestanas com a leitura dos emails das 23 caixas de email dispersas por outros tantos ISPs e que depois de almoço só olham para o relógio à espera de se pirarem para casa, sem terem feito um corno de nada! Pergunto-me como é que oEstado e as empresas podem evoluir, crescer ou criar valor acrescentado, quando os seus quadros pensam e agem desta forma?
Bem, prometo novo post sobre o assunto para breve.
Um grande abraço e obrigado pelos teus comentários (sempre tornam a coisa mais interactiva e interessante)
Afixado por: Biqsi em fevereiro 17, 2004 02:16 PMÉ vero... aqui temos alguns "meninos" desses...
Eu próprio não sou daqueles que se matam a trabalhar mas vou para casa de consciência tranquila (enervado a pensar que mais valia ter ficado em casa que vir para aqui chatear-me, mas com a noção de ter feito aquilo para que me pagam e aquilo que não me pagam....)